Dotô, eu preciso dar vacina contra sarampo para o meu bebê?

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Sim, cara(o) mãe/pai! Tomar a vacina contra o sarampo é super importante e a dose deve ser administrada quando o seu bebê completar 12 meses.

A vacina tríplice viral protege contra os vírus do sarampo, da rubéola e da caxumba. O Ministério da Saúde também disponibiliza a vacina tetra viral. Essa vacina, além dos três vírus da vacina tríplice viral também tem mais uma proteção, contra o vírus da catapora (varicela). Ela deve ser tomada aos 15 meses de idade.

Você pode ter feito essa pergunta por que foi divulgado na mídia em 2016 que todos os países da região das Américas: América do Norte, América Central e a América do Sul (claro que o Brasil está incluído) estão livres do sarampo. Isso mesmo…
Conseguimos essa vitória graças aos esforços por muitos anos para que todas as crianças tomassem a vacina contra o sarampo.

A gravidade do sarampo deixou de ser evidente graças à vacinação. Devido à drástica redução dos casos, muitas pessoas pensam que o sarampo é uma doença “boba da infância”, simples de ser tratada e que não colocam as crianças em risco. Está muito enganado quem pensa desse jeito!

O sarampo pode levar a problemas sérios de saúde, como pneumonia, cegueira, diarreia, e mais raramente a uma complicação no cérebro. O tratamento dessa infecção no sistema nervoso central é tão complicado como falar o nome dela, é chamada de panencefalite subaguda esclerosante. Quem tem mais de 49 anos e viveu antes da vacinação contra o sarampo deve ter visto todo o estrago, quantas mortes essa doença já causou e ainda causa em alguns países.

O sarampo é tão grave e contagioso que todos os países se comprometeram com a Organização Mundial da Saúde de controlar essa doença. Porém ainda há muitos países onde o vírus do sarampo está presente no ar, circulando e “passeando para lá e para cá, fazendo a festa quando encontra alguém que não tem proteção contra ele”, causando surtos e epidemias.

Apesar da disponibilidade de uma vacina eficaz por mais de 5 décadas, o vírus do sarampo ainda acomete cerca de 20 milhões de pessoas em todo o mundo, levando a óbito mais de 115 mil pessoas, anualmente.

Em países desenvolvidos, o acesso aos cuidados médicos é mais fácil. E a gravidade do sarampo, como falado antes, não é mais tão reconhecida pela população. Então alguns responsáveis deixaram de dar a vacina contra o sarampo para os seus filhos por medo de reações adversas, questões filosóficas e religiosas ou por pensar que a doença natural é mais saudável.

No Brasil, geralmente, a não administração da vacina ocorre por problemas sociais, como o responsável pela criança (por motivo de trabalho) não ter tempo de levá-la até o posto de saúde.

Em diversos países, principalmente países da Ásia e da África, o sarampo até os dias de hoje mata muito. Crianças que não tem acesso aos serviços básicos de saúde, a vacinação e uma alimentação adequada estão mais vulneráveis as complicações ocasionadas pela doença. Ultimamente, têm ocorrido surtos de sarampo em vários países incluindo alguns países da Europa.

Aqui no Brasil, os últimos surtos ocorreram em 2013 a 2015 no nordeste, nos estados do Ceará e de Pernambuco. No estado do Ceará 27 dos 184 municípios tiveram a cobertura vacinal baixa. É necessário que a cobertura vacinal da população esteja acima de 95% em todos os bairros, municípios, cidades e estados do país para que não ocorram surtos.

 Você sabia que o vírus do sarampo é transmitido pela respiração?

As gotinhas jogadas para fora quando uma pessoa com sarampo fala, tosse ou espirra e respiradas por pessoas próximas que não tenham proteção contra o sarampo podem se contaminar com o vírus. Pensa comigo, ainda existem lugares que tem o vírus circulando e também as pessoas vivem viajando, inclusive para outros países. Quem vai garantir que uma pessoa com o vírus do sarampo e que não está doente não vai embarcar num avião com tosse, espirro e espalhar o vírus pelo ar?

O período de maior transmissibilidade ocorre nos dois dias antes e depois do aparecimento das manchas na pele (exantema). Outra possibilidade são pessoas não vacinadas viajarem e se infectarem com o sarampo, voltando para o lugar onde residem e espalhando a doença. Ao trazer o vírus do sarampo consigo, nesse caso, a pessoa será “o mala” da história.

Então… Se as crianças deixarem de tomar a vacina, os casos de sarampo voltarão a explodir. Basta ter pessoas susceptíveis para ocorrer surtos.  Assim, proteja o seu filho levando-o até o posto de saúde para a vacinação. Com a vacina ele não precisará adoecer para estar protegido.

 A vacinação é responsabilidade de todos para construir uma barreira de proteção e assim manter as crianças livres do sarampo.

Pense nisso e faça seu papel como cidadão brasileiro e pela saúde de nossas crianças. Elas agradecem!

GLOSSÁRIO:

Epidemia: É a ocorrência de surtos de uma determinada doença em diversos locais num mesmo período de tempo.

Exantema: É o aparecimento de erupções cutâneas vermelhas no corpo causadas por infecções ou efeito colateral de medicamentos.

Panencefalite subaguda esclerosante: É uma doença inflamatória, neurodegenerativa, rara e crônica

Surto: Aumento no número de casos além da normalidade. Às vezes, um ou dois casos podem ser considerados um surto em lugares onde não ocorre determinada doença.

REFERÊNCIAS:

Castillo-Solorzano, C., C. Marsigli, M. C. Danovaro-Holliday, C. Ruiz-Matus, G. Tambini and J. K. Andrus (2011). “Measles and rubella elimination initiatives in the Americas: lessons learned and best practices.” J Infect Dis 204 Suppl 1: S279-283.

Leite, R. D., J. L. Barreto and A. Q. Sousa (2015). “Measles Reemergence in Ceará, Northeast Brazil, 15 Years after Elimination.” Emerg Infect Dis 21(9): 1681-1683.

MEASLES & RUBELLA INICIATIVE, 2016. Read the World Health Organization’s Progress Toward regional measles elimination Disponível em: < http://measlesrubellainitiative.org/learn/the-impact/mortality-reduction/. Acesso: 23 set. 2016

MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2016. O Brasil recebe o certificado de eliminação do sarampo. Disponível em: http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/25846-brasil-recebe-certificado-de-eliminacao-do-sarampo. Acesso: 01 out. 2016]

Secretaria de Vigilância em Saúde, 2014. Guia de Vigilância em Saúde. Ministério da Saúde. Brasília; 2014, 812 p.

PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÕES. Disponível em : http://portalarquivos.saude.gov.br/campanhas/pni/. Acesso: 17 nov. 2016.

É permitida a reprodução total ou parcial desta publicação, desde que citada a fonte (Dotô, é virose?)

Texto realizado pelo aluna de pós-graduação em Medicina Tropical do Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz, Suelen Soares, sob a orientação da Dra Elba R. Sampaio de Lemos e DraRenata Carvalho de Oliveira.

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Dotô, eu preciso mesmo vacinar meu filho?

          Willy-Wonka-Poster-roald-dahlFonte: http://www.fanpop.com/clubs/roald-dahl/images/62803

              Bem, a resposta é óbvia: SIM, você DEVE vacinar seus filhos. E o motivo é simples: as vacinas são uma das formas mais eficazes de se prevenir contra as mais diversas doenças. Mesmo assim um grande número de pessoas têm se recusado ou mesmo negligenciado a vacinação. E isso vem ocorrendo, provavelmente, pela facilidade de acesso às mais diversas informações, nem sempre de maneira correta, ou de forma que sejamos capazes de compreendê-las. Informações fora de contexto ou mesmo distorcidas pela mídia representam grandes retrocessos para todo o investimento feito ao longo dos anos. Estamos falando do “doutor google”, e da informação propagada pelas mídias sociais que ressaltam os “problemas” das vacinas.

É de conhecimento geral que as vacinas apresentam efeitos colaterais, mas esses efeitos são raros, e na maioria dos casos, reversível, sem sequelas para o paciente. Meu caro paciente, você já parou para pensar porque gastaríamos milhões anualmente em pesquisa, produção, distribuição e armazenamento de vacinas se as mesmas não trouxessem um número maior de benefícios do que efeitos indesejáveis que trariam mais insatisfação e gastos para o nosso sistema de saúde?

            Mas Dotô, mesmo sendo raro, meu filho pode ser 1 caso em 1000.000.000, mesmo assim devo correr o risco?

SIM, seu filho tem chance de ficar doente com ou sem vacina, sendo que sem as vacinas, as chances de ficar doente são MUITO maiores, além de aumentar a chance de que esta doença se agrave, resultando em sequelas permanentes e até no óbito dependendo da doença.

Eae, convenci? Caso nem toda estatística do mundo seja capaz de convencê-los, o dotô decidiu compartilhar uma carta que foi recentemente divulgada no blog: IFLscience!(www.iflscience.com). Trata-se da carta do escritor britânico Roald Dahls (autor do livro a Fantástica Fábrica de Chocolates) relatando a perda de sua filha Olivia, que contraiu sarampo na década de 60 – período que não existia a vacina contra o sarampo. Durante o texto, escrito na década de 80 – quando a vacina contra sarampo estava disponível – Roald faz um apelo emocionante para aqueles pais que não estão convencidos do benefício da vacinação.

Sarampo: Uma doença perigosa

Olivia, minha filha mais velha, pegou sarampo quando tinha sete anos de idade. À medida que a doença tomou seu curso normal lembro-me de ler para ela muitas vezes na cama e de não me sentir alarmado com isso. Então, um dia, quando ela estava bem no caminho para a recuperação, eu estava sentado em sua cama, mostrando-lhe como fazer moldes de pequenos animais usando limpadores coloridos de cachimbos , e quando chegou a sua vez de fazer um molde sozinha, eu notei que os dedos das mãos e sua mente não estavam trabalhando juntos e ela não conseguia fazer nada.

“Você está se sentindo bem?” Eu perguntei a ela.

“Eu me sinto sonolenta”, disse ela.

Em uma hora, ela estava inconsciente. Em 12 horas ela estava morta. O sarampo tinha se transformado em algo terrível chamado encefalite, e não havia nada que os médicos poderiam fazer para salvá-la. Isso foi há 24 anos atrás, em 1962, mas até agora, se uma criança com sarampo desenvolver a mesma reação mortal de sarampo como a Olivia, ainda não haveria nada que os médicos pudessem fazer para ajudá-la. Por outro lado, há hoje algo que os pais podem fazer para se certificar de que esse tipo de tragédia não aconteça à um de seus filhos. Eles podem insistir que seu filho seja imunizado contra o sarampo. Eu não consegui fazer isso por Olivia em 1962 porque naqueles dias uma vacina confiável contra o sarampo não havia sido descoberta. Hoje uma vacina boa e segura está disponível para todas as famílias e tudo que você tem a fazer é pedir ao seu médico para administrá-la.

Ainda não é bem aceito que o sarampo possa ser uma doença perigosa. Acredite em mim, é. Na minha opinião, pais que agora se recusam de ter seus filhos imunizados estão colocando a vida dessas crianças em risco. Nos Estados Unidos, onde a imunização contra o sarampo é obrigatória, o sarampo, como a varíola, foi praticamente exterminado. Aqui na Grã-Bretanha, porque muitos pais se recusam, seja por teimosia ou ignorância ou medo, para permitir que seus filhos sejam imunizados, ainda temos cem mil casos de sarampo a cada ano. Destes, mais de 10.000 vão sofrer efeitos colaterais de um tipo ou outro. Pelo menos 10.000 irão desenvolver infecções de ouvido ou no peito. Cerca de 20 morrerão.

Deixe que penetre

Todos os anos, cerca de 20 crianças morrerão de sarampo na Grã-Bretanha. Quais são os riscos que seus filhos correm ao serem imunizados? Eles são quase inexistentes. Ouça isso. Em um distrito de cerca de 300.000 pessoas, haverá apenas uma criança a cada 250 anos, que irá desenvolver efeitos colaterais graves decorrentes da imunização contra o sarampo! Isso é cerca de um caso em um milhão. Eu acredito que haveria mais chance de seu filho sufocar até a morte com uma barra de chocolate do que de se tornar gravemente doente em decorrência da imunização contra o sarampo. Então, com o que é que você está se preocupando? Realmente é quase um crime não permitir que o seu filho seja imunizado.

A idade ideal para imunização é aos 13 meses, mas nunca é tarde demais. Todas as crianças em idade escolar que ainda não foram imunizadas contra o sarampo devem implorar à seus pais para serem vacinadas o mais rápido possível. Aliás, eu dediquei dois de meus livros para Olivia, o primeiro foi “James e o Pêssego Gigante’. Foi quando ela ainda estava viva. O segundo foi ‘The BFG “, dedicado à sua memória depois que ela morreu de sarampo. Você vai ver o nome dela no início de cada um desses livros. E eu sei o quão feliz ela seria se ela pudesse saber que sua morte ajudou a salvar outras crianças.

Ass.: Roald Dahls, 1988.

Dahls and Olivia

       Roald Dahl com sua esposa, a atriz norte-americana Patricia Neal, com as filhas Olivia e Tessa, à esquerda, e o bebê Theo. Fonte: http://www.dailymail.co.uk/news/article-1301083

            Acho que pouco precisa ser dito após uma carta tão emocionante e atemporal. Escrita a mais de 30 anos todas as afirmações e apelos feitos na carta são atuais e embasada por diversos estudos científicos. O Dotô espera que você pai ou mãe ao ler este texto consiga agora chegar as sua próprias conclusões.

Roald Dahls: escritor britânico, se tornou conhecido em 1940. Seu tornou conhecido mundialmente por seus livros infantis, tendo destaque: A Fantástica Fábrica de Chocolate, James e o Pêssego Gigante, Matilda e As Bruxas. Saiba mais acessando www.roalddahl.com.

Dotô, se meu filho for pra Disney ele vai pegar sarampo?

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 (Imagem licenciada para uso pelo Creative Commons. Crédito: https://www.flickr.com/photos/ikoka/8386372699/, link da licença: https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/).

E aí, caro paciente?.Pretende levar seu filho à Disney esse ano? Certifique-se que ele esteja em dia com as suas vacinas, não queremos nossas crianças doentes, não é mesmo?

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos está investigando um surto de sarampo associado a viagens para a Disneylândia, em Orlando. A vigilância é muito importante durante a ocorrência de surtos, principalmente de doenças altamente contagiosas como o sarampo.  Os EUA vem sofrendo com aumento do número de casos de doenças imunopreveníveis, devido ao aumento do número de pais adeptos a uma pratica nada saudável, a não vacinação de seus filhos.

Dotô, me conta desse surto na Disney?! Queria levar meus filhos nessas férias. Agora tô com medo!

Dos 52 casos associados ao surto, 28 (o que equivale a 55%) não eram vacinados, 17 (31%) não sabiam se tinham tomado a vacina, e somente 6 casos (12%) eram vacinados. E a idade dos infectados variou de 10 meses a 57 anos de idade, indicando que há um grande número de pessoas susceptíveis, independente da idade. E em todo o EUA, segundo o CDC, o número de casos bateu recorde desde a eliminação do sarampo em 2000, pois em 2014, foram notificados 644 casos em 27 estados.

Mas dotô, como um surto como esse pode influenciar aqui no Brasil?

Muitos brasileiros tem o costume de viajar para a Disney, e os médicos devem estar atentos caso apareça uma criança com febre e erupções cutâneas no hospital. O médico deve conversar com o paciente, e perguntar aos pais se eles fizeram alguma viagem recente, principalmente se tiver ido à locais que estejam tendo surto.

Mas meu caro paciente, não fique pensando que você precisa ir para Disney para se infectar. No Brasil, o número de casos tem aumentado no Nordeste, por exemplo. Em 2014, foram confirmados casos no Ceará (681 casos), em Pernambuco (24 casos) e em São Paulo (7 casos) Até o momento, em 2015, os casos foram confirmados somente no Ceará (09 casos).

Mas dotô, como saber se meu filho está com sarampo?

Caro paciente, o sarampo é uma doença viral aguda e altamente contagiosa. Ela começa com sintomas não específicos, como febre, tosse, coriza (nariz escorrendo) e conjuntivite, com duração de 2-4 dias antes do início do exantema. O sarampo pode causar complicações de saúde graves, incluindo pneumonia, encefalite, e até morte. O sarampo é transmitido pelo contato direto com uma pessoa infectada através de tosse e espirros. As pessoas infectadas transmitem a doença a partir de 4 dias antes do início do exantema até quatro dias depois do aparecimento desse sintoma. Depois de uma pessoa infectada sair de um local, o vírus permanece por lá até 2 horas nas superfícies e no ar.

Mas o que acontece com o sarampo? Por causa do sucesso do programa de vacinação contra o sarampo em décadas passadas, os casos de sarampo foram controlados. Não tinha mais caso no hospital, não tinha mais criança doente…hoje, o cenário está mudando. O sarampo está retornando, porque muita gente simplesmente optou por não tomar a vacina, e se expor à doença. Como o número de casos está começando a aumentar, e muitos dos jovens médicos nunca viram um caso de sarampo antes, o que pode acontecer é o médico não coletar um histórico detalhado de viagem ou exposição potencial e, inicialmente, pode não considerar o diagnóstico de sarampo como uma opção real. Por isso, que agora os médicos devem ser conscientizados da reemergência de doenças anteriormente consideradas controladas.

Por isso, a recomendação é universal!! Previna-se, Tome a vacina!!! Informe-se com o pediatra do seu filho e vá à um posto de saúde. A vacinação é gratuita!!

 

GLOSSÁRIO:

Imunopreviníveis: São doenças que podem ser prevenidas através da vacinação

Exantema: É uma erupção cutânea que pode ser causada por diversos microrganismos. O exantema é sinal característico do sarampo, onde há o aparecimento de manchas ou pápulas, que podem ser localizadas ou espalhadas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

CDC Health alert Network. U.S. Multi-state Measles Outbreak, December 2014-January 2015. Disponível em: http://emergency.cdc.gov/HAN/han00376.asp. Acessado em 28/01/2015.

Boletim Epidemiológico do Sarampo, 23/01/2015. Governo do Estado do Ceará. Secretaria de Saúde. Disponível em: http://www.saude.ce.gov.br/index.php/boletins?download=1520%3Aboletim