Dotô, vacino ou não meu filho contra o HPV?

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Fonte: autoria de Luana Lorena Silva Rodrigues

O Ministério da Saúde anunciou no dia 11 de outubro de 2016 que meninos de 12 e 13 anos também serão incluídos no público-alvo de vacinação contra o HPV a partir de 2017. Desde a implantação em 2014, até o ano de 2016, a vacina quadrivalente contra o HPV (Papilomavírus humano) foi destinada a meninas de 9 a 13 anos e para mulheres que vivem com HIV (Vírus da imunodeficiência humana) de 9 a 26 anos pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) no Sistema Único de Saúde (SUS). Diante das  novidades algumas perguntas sobre as principais  dúvidas são apresentadas a seguir.

Pergunta: Para começo de conversa a vacina contra o HPV pode causar eventos adversos? Quais?

Dotô: Sim. O evento adverso mais comum é a dor, inchaço ou vermelhidão no local da aplicação da vacina. Há também relatos de febre, dor de cabeça, náusea, tonturas, vômito e desmaios associados a distúrbio psicogênico. Eventos adversos mais graves foram relacionados a doenças- autoimune, como síndrome de Guillain-Barré. Entretanto, a ocorrência dos eventos adversos graves foi rara e ainda não comprovada, porque alguns estudos científicos sugerem a relação, enquanto outros não.

Pergunta: Não entendi, o que é distúrbio psicogênico?

Dotô: Distúrbio psicogênico ou doença psicogênica é um conjunto de sintomas relacionados a transtornos psíquicos, isto é, alteração que ocorre no campo mental e comportamental de uma pessoa. Desmaio, dores, taquicardia e fibromialgia têm sido descritos isoladamente após a vacinação contra o HPV. Alguns estudos levantam a hipótese de que o alumínio (um componente da vacina) é o responsável por ocasionar esses eventos e que algumas pessoas são mais propensas. Em contrapartida, outros especialistas afirmam que o distúrbio psicogênico é um evento adverso comum em resposta a qualquer vacinação, não sendo exclusivo da vacina HPV e que ocorre principalmente entre adolescentes e que as tentativas de relacionar essas síndromes com a vacinação não têm base científica ainda comprovada.

Pergunta: Mas se a vacina contra o HPV causa evento adverso porque é considerada segura?

Dotô: As principais autoridades em saúde e reguladoras do mundo monitoram continuadamente a segurança da vacina HPV. Na ONU (Organização das Nações Unidas), por exemplo, isso ocorre através de um comitê de especialistas. Com a recomendação de que todos os eventos adversos sejam minunciosamente avaliados para se confirmar a causalidade, é importante frisar que a ocorrência de casos graves é raro, inferior a 0,1% e que a vacina HPV deve ser ministrada em virtude dos benefícios. No entanto, casos de pessoas com história de doença autoimune devem ser criteriosamente avaliados por médico, considerando o maior o risco de eventos adversos graves.

Pergunta: Porque tomar uma vacina que não protege contra todos os tipos de HPV…

Dotô: A Gardasil® é uma vacina que protege contra os quatro tipos do HPV que mais causam doenças nas pessoas. O HPV-6 e HPV-11 são os que mais causam verrugas em mucosas e o HPV-16 e HPV-18 podem causar lesões que podem evoluir para câncer. A infecção persistente pelo HPV é associada aos carcinomas anogenitais, de cabeça e pescoço. O HPV-16 e HPV-18 são identificados em 70% dos casos de câncer do colo do útero, 75,6% dos casos de câncer anal, 47,3% de câncer de vagina e 20,9% de câncer de vulva.

Pergunta: Se as meninas já estão sendo vacinadas, porque vacinar os meninos?

Dotô: Os meninos assim como as meninas podem se infectar e desenvolver manifestações clínicas associadas à infecção pelo HPV. Dificilmente uma campanha de vacinação atinge uma cobertura de 100%. Então, pode ser que no futuro ocorra algum contato sexual de homens com mulheres não vacinadas. Sem falar no contato sexual entre pessoas do mesmo sexo.

Pergunta: Ok Dotô…mas se a contaminação pelo HPV se dá pelo contato sexual porque vou vacinar minha filha e meu filho que ainda são muito jovens e não têm vida sexual?

Dotô: Justamente porque a vacinação deve ser antes do contato com o HPV, que frequentemente ocorre com o início da vida sexual. Além disso, a vacina induz a produção de anticorpos mais eficiente em pré-adolescentes do que em adolescentes e mulheres jovens. O contato sexual é a principal forma de infecção pelo HPV, mas existem outras possibilidades menos comum, como durante o parto se a mãe estiver infectada e pelo compartilhamento de objetos de uso pessoal contaminados. É importante ter o entendimento de que a vacina contra o HPV proporciona benefícios a curto, médio e longo prazo. Após a vacinação, o seu filho ou filha estará imune aos quatro tipos de HPV que a vacina protege. No futuro, ainda que bem distante, seu filho ou filha ao iniciar a vida sexual estará protegido contra verrugas genitais, lesões pré-câncer e o câncer associado à infecção pelo HPV.

Pergunta: Como vou explicar para uma criança de 9 anos que essa vacina vai protegê-la contra um vírus que causa uma IST (infecção sexualmente transmitida)?

Dotô: A principal preocupação com a infecção pelo HPV é o câncer. A relação de diálogo estabelecida entre pais e filhos é algo muito particular de cada família. Uma sugestão é que você contextualize que o grande problema da infecção pelo HPV é o desenvolvimento de câncer, uma doença que ocorre na maior parte dos casos em adultos. Causado por diferentes agentes, o câncer está associado, entre diferentes fatores, com o uso do tabaco, fatores genéticos e agentes infecciosos, como no caso do câncer do colo do útero, que está associado com a infecção pelo HPV, demonstrando, assim, a importância da vacinação.

Por fim é preciso na fase na qual a criança se torna pré-adolescente/adolescente que, com muito diálogo em um ambiente de confiança, os pais esclareçam que infecções sexualmente transmissíveis (IST) são causadas por diversos microrganismos e que a vacina só protege contra um deles, o HPV. Por isso deve-se usar o preservativo nas relações sexuais sempre.

Pergunta: A vacina contra HPV disponibilizada no SUS é a mesma de clínicas particulares?

Dotô: Sim, é a mesma. A vacina disponibilizada no SUS é a quadrivalente Gardasil® que protege contra os tipos HPV-6, HPV-11, HPV-16 e HPV-18. Nas clínicas particulares pode-se encontrar tanto a quadrivalente Gardasil® quanto a bivalente Cervarix® que protege contra o HPV-16 e HPV-18. No SUS são duas doses com um intervalo de seis meses.

É isso pessoal, espero ter esclarecido algumas dúvidas. Consulte o glossário de termos se tiver dúvida sobre alguma palavra mencionada.

GLOSSÁRIO:

Vacina quadrivalente: aquela que protege contra quatro tipos do vírus, HPV-6, HPV-11, HPV-16 e HPV-18.

Vacina bivalente: aquela que protege contra dois tipos do vírus, HPV-16 e HPV-18.

Distúrbio psicogênico ou doença psicogênica: está relacionado a doenças causadas por transtornos psíquicos. Isto é, relacionado a distúrbio que ocorre no campo mental e comportamental de uma pessoa.

Prognóstico: Avaliação baseada no diagnóstico de uma possível doença, se pautando em dados reais, indica o que poderá acontecer.

Síndrome de dor regional complexa: é uma condição crônica e dolorosa, afetando apenas um membro que normalmente segue um episódio de trauma ou imobilização.

Síndrome de taquicardia ortostática postural: é caracterizada por um aumento anormal da frequência cardíaca quando muda-se de uma posição horizontal para uma posição vertical, o que pode causar desmaio de curta duração.

Frequência cardíaca: quantidade de vezes que o coração bate por minuto. O valor depende da idade, atividades físicas ou doenças cardíacas.

Fibromialgia: é caracterizada por dor muscular generalizada no corpo acompanhada de sintomas de fadiga, e alterações de sono, memória e humor. É uma das doenças reumatológicas mais frequentes.

Doenças auto-imunes: Doença que ocorre com uma falha no sistema imunológico levando ataque e destruição de tecidos saudáveis do corpo por engano.

Síndrome de Guillain-Barré: Doença auto-imune caracterizada por uma inflamação aguda causada por auto-anticorpos contra sua própria mielina (membrana de lipídios e proteína que envolve os nervos e facilita a transmissão do estímulo nervoso) dos nervos periféricos e às vezes de raízes nervosas proximais e de nervos cranianos (nervos que emergem de uma parte do cérebro chamada tronco cerebral e suprem às funções específicas da cabeça, região do pescoço e vísceras).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

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É permitida a reprodução total ou parcial desta publicação, desde que citada a
fonte (Dotô, é virose?)

Texto realizado pela aluna de pós-graduação em Medicina Tropical do Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz, Luana Lorena Silva Rodrigues, sob a orientação da Dra Elba R. Sampaio de Lemos e Dra Renata Carvalho de Oliveira.

 

Dotô, eu posso ter hepatite mesmo depois de vacinado?

hepatite

 

Sim, é possível! A hepatite é uma inflamação que acontece no fígado e pode ter diversas causas. Entre elas estão as hepatites A e B (que possuem vacina) e a D (que é prevenida de forma indireta pela vacina da hepatite B). No entanto, diversos outros agentes (infecciosos ou não) podem causar os mesmos sinais e sintomas e alguns deles não podem ser prevenidos através de vacinação. Vamos falar de alguns deles.

Entre os vírus existem cinco tipos principais que causam a doença. Além dos três que já foram citados anteriormente, há também os causadores das hepatites C e E. Entretanto, apesar de não ser o quadro clínico mais comum, existem casos relatados de hepatite que surgiram após infecções pelos vírus da dengue e herpesvírus, por exemplo.

Em relação às bactérias, a literatura científica mostra grande importância dos casos associados à sífilis e à leptospirose, porém outras bactérias também já foram relacionadas à doença. Entre parasitas também já foi observado a possibilidade de dano no fígado causado durante a evolução de fasciolose, malária e toxoplasmose. O mesmo também foi relatado para algumas espécies de fungos capazes de causar doenças em seres humanos.

E como se não bastassem todas estas possibilidades, existem outros agentes não infecciosos que podem induzir quadros de hepatite. Entre essas causas destacam-se o álcool, uso de medicamentos (especialmente anti-inflamatórios e anabolizantes), consumo de drogas, cânceres, doenças autoimunes, entre outros.

– Mas Dotô, é possível que eu tenha hepatite A ou B depois da vacina?

Também pode acontecer, apesar de ser bastante incomum. A recomendação de muitos cientistas é que fossem feitas duas doses de vacina contra hepatite A, porém no Brasil há apenas uma dose garantida no programa nacional de imunização (PNI). Neste esquema de dose única a maior parte das pessoas já consegue produzir anticorpos e ficar protegida contra o vírus, mas não são todas. Portanto, é possível que algumas pessoas, mesmo vacinadas, estejam descobertas e venham a desenvolver a doença caso entrem em contato com o vírus posteriormente. Além disso, a vacina contra hepatite A foi disponibilizada gratuitamente à população apenas em 2014, e somente para crianças de 1 ano até 2 anos incompletos. Isto faz com que a atual população de mais idade não possa ser protegida através da vacinação.

Em relação ao vírus da hepatite B, o pensamento é diferente. As doses oferecidas pelo SUS são suficientes, porém existem alguns indivíduos que, por particularidades de seus sistemas imunológicos, não conseguem responder à vacina e produzir anticorpos mesmo se forem ofertadas doses extras de reforço. Este problema é mais comum em pacientes que tenham algumas doenças de base como hepatite C, diabetes ou insuficiência renal crônica, mas também pode ocorrer na população em geral.

Portanto, caso você tenha desenvolvido hepatite, tente sempre investigar qual foi a causa, pois dificilmente estará acontecendo falha vacinal. No entanto, mesmo que exista a possibilidade de a vacina não ser totalmente eficaz, lembramos que é sempre importante recorrer à imunização, pois ao longo da história a quantidade de exemplos de sucessos foram extremamente superiores aos fracassos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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SAÚDE, M. D. Programa Nacional de Imunizações.  2016.  Disponível em: < http://portalarquivos.saude.gov.br/campanhas/pni/ >. Acesso em: 20/10/2016.

SINGH, A. E.  et al. Factors associated with vaccine failure and vertical transmission of hepatitis B among a cohort of Canadian mothers and infants. J Viral Hepat, v. 18, n. 7, p. 468-73, Jul 2011. ISSN 1365-2893. Disponível em: < http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20546502 >.

ZHANG, X.  et al. Comparison of immune persistence among inactivated and live attenuated hepatitis a vaccines 2 years after a single dose. Hum Vaccin Immunother, v. 12, n. 9, p. 2322-6, Sep 2016. ISSN 2164-554X. Disponível em: < https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27494260 >.

É permitida a reprodução total ou parcial desta publicação, desde que citada a fonte (Dotô, é virose?)

Texto realizado pelo aluno de pós-graduação em Medicina Tropical do Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz, Derick Mendes Bandeira, sob a orientação da Dra Elba R. Sampaio de Lemos e Dra Renata Carvalho de Oliveira.

 

 

Dotô, vamos falar de zika?

zika olimpiadas

Jader Correa (Jornal O Correio)

 

Caros pacientes, em março, o Dotô assistiu a uma palestra na Fiocruz sobre o vírus zika e a microcefalia, a maior preocupação em saúde pública do Brasil nesse momento. Para repassar o que foi discutido nesse dia e pelo impacto direto na saúde de nossas crianças, o Dotô fará três postagens sobre o que foi apresentado nessa palestra, continuando os especiais pelos três anos de existência do nosso querido blog Dotô, é virose?.

A primeira postagem é sobre a palestra da pesquisadora do Laboratório de Flavivírus, Drª Patrícia Carvalho de Sequeira, que contou a história do zika vírus, como ele chegou ao Brasil e o panorama atual.

O vírus zika foi isolado em 1947 em macacos rhesus na Floresta Zika (daí o seu nome), na Uganda. O pesquisador responsável (Dick) inoculou o soro desses animais no cérebro de camundongos para observar seu efeito no sistema nervoso central. Além disso, Dick também fez um macerado de mosquitos (Aedes africanus) e também inoculou no cérebro de camundongos para investigação.

Outro experimento feito em 1956 por um pesquisador chamado Bearcroft, ocorreu quando este pesquisador inoculou o macerado de cérebro de camundongo com o suposto vírus zika em um voluntário. Doideira não é? Pois é, foi assim que ele observou as manchas típicas na pele, chamada de exantema. Além disso, depois de apresentar os sintomas, ele inoculou o soro do voluntário no cérebro de camundongos (como fizeram com o soro dos macacos). E ainda tem mais: quando o voluntário foi picado pelo Aedes aegypti, a infecção não se perpetuou, indicando que esse Aedes não estava adaptado ao vírus zika na época.

Em 2007 aconteceu o primeiro grande surto do vírus zika, na ilha de Yap, na Micronésia, sendo observada a presença das manchas na pele, conjuntivite (pela primeira vez descrita) e dor nas articulações, mas nenhuma manifestação grave.

Em 2013/2014, ocorreu um surto do vírus zika na Polinésia Francesa, chegando na Ilha de Páscoa em 2014. Foi nesse momento que os médicos observaram os primeiros casos de Síndrome de Gullain-Barré, e descreveram a possível transmissão perinatal do vírus zika para o feto (sem microcefalia até então).

O vírus teria chegado ao Brasil em março de 2015. Existem duas hipóteses: de que teria chegado ao Brasil durante a copa do mundo ou então por atletas da polinésia francesa que vieram em 2014 para um campeonato de canoagem. Na mesma época, o primeiro caso de transmissão autóctone no Brasil foi confirmado por biologia molecular, usando uma técnica chamada RT-PCR e confirmado por sequenciamento e análise filogenética.

Em um determinado momento, a população fica apreensiva: um vírus com fortes indícios de que pode estar relacionado a casos de microcefalia em bebês. Então, surgem dúvidas quanto à possível via de transmissão: seria pela urina? Pela saliva? Por transmissão sexual? A única confirmada foi a transmissão transparentaria, onde o vírus pode atravessar a placenta da mãe e infectar o bebê, causando lesão neurológica. Então, em novembro de 2015, a Fiocruz do Rio de Janeiro, em parceria com a Paraíba, confirmou por biologia molecular a presença do vírus zika em amostras de líquido amniótico de gestantes apresentando sintomas característicos de uma infecção pelo vírus zika. Outro estudo brasileiro confirmou que o vírus zika circulante no país tem origem da polinésia francesa, e por análise filogenética inclusive, confirmou a sua semelhança com o vírus da encefalite japonesa.

A partir daí um estudo feito com mulheres grávidas no Estado do Rio de Janeiro, observou que casos de microcefalia em gestantes podem acontecer em qualquer momento da gestação (mulheres de 8 a 35 semanas de gestação apresentaram anomalia fetal), reforçando então a prevenção durante toda a gravidez. A notificação então se tornou obrigatória e cerca de 500 municípios brasileiros já confirmaram casos de microcefalia até o momento da publicação desse post.

Então tá, Dotô…agora que você já contou a historinha do vírus zika, eu quero saber: minha sobrinha está grávida e cheia de manchas na pele e conjuntivite, como eu posso saber se ela está ou não com esse tal de vírus zika?

Primeiro ela deverá ir a um médico especialista (obstetra ou infectologista, por exemplo) que a orientará e investigará o caso dela e do bebê. Ele vai fazer uma série de perguntas e avaliar clinicamente sua sobrinha e o bebê. Ele pedirá exames como ultrassonografia, exames do pré-natal, sorologia para outras doenças que possuem sinais e sintoma semelhantes ao vírus zika, dentre outros. Caso as outras doenças forem excluídas e sua sobrinha for um caso suspeito de infecção pelo vírus zika, ele solicitará um exame chamado PCR em tempo real para zika vírus, que confere um resultado rápido e sensível. É importante coletar o sangue da sua sobrinha até 5 dias do início dos sintomas, pois é quando o vírus está circulando no soro dela. Além disso, seria interessante coletar a urina e levar junto no dia do exame. A urina entra como uma opção alternativa caso o teste não detecte o vírus nesse período, já que o vírus é encontrado na urina por um período bem maior do que no soro.  A detecção do vírus no soro da sua sobrinha é feita pesquisando uma região específica do material genético do vírus zika, que codifica o envelope do vírus.

Caros pacientes, essa é a primeira sessão especial sobre o vírus zika. Na próxima falaremos sobre a microcefalia e o impacto na vida de nossas crianças. Aguarde e até mais!

Para quem quiser dar uma espionada nos artigos que foram publicados sobre a história do vírus zika e a sua chegada ao Brasil, o Dotô fez um compilado para que seus pacientes antenados possam se atualizar. Informação é sempre a melhor forma de prevenção! Enjoy it!

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

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Dotô, sempre existiram vírus no Rio de Janeiro? (Parte 1)

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A história da virologia no Rio de Janeiro já vem há muito tempo, meu caro paciente. Vários vírus já passaram pela cidade maravilhosa e muita coisa foi pesquisada. Nesse post especial de 3 anos do Dotô, é virose, vamos discutir um pouco mais sobre a história da virologia no município do Rio de Janeiro. E essa história é tão longa que tivemos que dividir o post em várias partes. Com vocês o primeiro post dessa história maravilhosa que a da virologia no Rio de Janeiro.

Para começar a discussão sobre virologia no Rio de Janeiro, é necessário, inicialmente, falar sobre o Brasil colônia, quando o Marques de Barbacena enviou a Portugal sete crianças não imunes para a varíola, para servir de transporte “humano” do vírus vacinal utilizado em Portugal, através da passagem do vírus de criança para criança até chegar ao Rio de Janeiro. Sim as crianças foram infectadas com o vírus que formava a vacina e trazidas ao Rio de Janeiro. Esse Marques de Barbacena não era muito legal. Entre 1886 e 1887, Dom Pedro II enviou à Paris o médico Augusto Ferreira dos Santos, para aprender as técnicas necessárias para a produção da vacina antirábica. Após aprender as técnicas, Augusto voltou ao Brasil e em 1888 se iniciou a vacinação contra o vírus da Raíva no Rio de Janeiro.

Voltando à varíola, mesmo com a vacinação, ocorreu uma epidemia na década de 1830, principalmente pela qualidade deficiente das vacinas. Em 1850 voltaram a ocorrer surtos, o que demonstra a fragilidade do sistema de vacinação da época. Nesse período se utilizava material coletado de humanos vacinados e não a vacina preparada em animais que era mais eficaz. Em 1887, mesmo com a vacina fabricada em animais, a varíola foi responsável por 47% dos óbitos na cidade do Rio de Janeiro superando a tuberculose.

No período de 1850 à 1902 ocorreram graves epidemias ou endêmicas de forma não controlada. Dentre elas, infecções causadas pelo vírus da febre amarela, sarampo e varíola. A grande quantidade de epidemias levou o presidente da república da época Rodrigues Alves a convocar o médico Oswaldo Cruz para implantar junto com o prefeito Pereira Passos uma grande reforma na cidade e utilizar métodos para eliminação de várias doenças infecciosas. Nessa época, os profissionais de saúde entravam nas residências sem pedir autorização formal dos moradores tratavam as casas com enxofre para controle de vetores (principalmente o nosso conhecido Aedes aegypti).

As metodologias utilizadas por Oswaldo Cruz foram eficientes para baixar as infecções causadas por diversos vírus. Mas agravava o descontentamento da população.

Em 1904, Oswaldo Cruz implantou a vacina obrigatória contra a varíola a qual permitia a vacinação contra a vontade da pessoa (ou seja, mais ou menos o que uma criança sente quando a mãe ou o pai a leva para se vacinar). Esse ato levou ao que hoje é conhecido como a “revolta da vacina”. A população, revoltada, começou a tomar as ruas levando à distúrbios no transito, comercio fechado, gritaria, tiros, veículos tombados e depredados, lampiões quebrados à pedradas, destruição de fachadas de edifícios públicos e privados, dentre outros (mais ou menos como ocorreu em 2013 no Rio de Janeiro e no Brasil). A “revolta da vacina” teve seu clímax em 13 de novembro de 1904 quando grandes movimentos de rua destruíram vários bens públicos e privados além de transportes urbanos. Além disso, estudantes da Escola Militar da Praia Vermelha, sob o comando de altos escalões do Exército insatisfeitos com o Presidente aderiram à esse movimento, mostrando o tom politico desse momento. Três dias depois a lei da vacinação obrigatória foi suspensa e, com isso, mesmo não sendo obrigatória a vacinação, se verificou uma rápida queda do número de casos de varíola e, por fim ocorreu a eliminação da doença na cidade maravilhosa.

Charge satirizando a atuação de Oswaldo Cruz (fonte: portal.fiocruz.br)

Charge satirizando a atuação de Oswaldo Cruz (fonte: portal.fiocruz.br)

 

Charge satirizando a atuação de Oswaldo Cruz (fonte: portal.fiocruz.br)

Charge satirizando a atuação de Oswaldo Cruz (fonte: portal.fiocruz.br)

Oswaldo Cruz e a revolta da vacina (fonte: http://chc.cienciahoje.uol.com.br/)

Oswaldo Cruz e a revolta da vacina (fonte: http://chc.cienciahoje.uol.com.br/)

Um fato interessante, é que mesmo não sendo a vacina obrigatória, se tornou obrigatório apresentar o atestado de vacinação para a matricula escolar e muitas outras atividades, o que ajudou a aumentar o número de pessoas vacinadas.

Em 1908, com o reconhecimento do trabalho de Oswaldo Cruz, o Presidente Afonso Pena renomeou o Instituto de Manguinhos como Instituto Oswaldo Cruz, que existe até hoje.

A transmissão da febre amarela pelo mosquito Aedes aegypti não era plenamente aceita, até que experiências em Cuba em 1900 e repetidas em São Paulo por Emilio Ribas, Adolpho Lutz, Oscar Moreira, Domingos Pereira Vaz, André Ramos e Januário Ferraz mostraram que haviam transmissão do vírus pelo mosquito. Entre 1902 e 1903 os médicos envolvidos na pesquisa e imigrantes italianos deixaram-se picar por mosquitos infectados com febre amarela para comprovar suas hipóteses. E assim, com a vacinação e a descoberta do mosquito como vetor da doença, em 1909 a febre amarela foi extinta do Rio de Janeiro. E com o controle do Aedes aegypti foi eliminado também os casos de Dengue (que voltou anos depois como já sabemos).

E a história continua. Logo, logo traremos a segunda parte desse grande post.

Abraços do Dotô.

É permitida a reprodução total ou parcial desta publicação, desde que citada a fonte (Dotô, é virose?)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Schatzmayr HG, Cabral MC 2009. A virologia no Estado do Rio de Janeiro: uma visão global. FIOCRUZ, Rio de Janeiro.

Microcefalia, vírus Zika e Vacinas

Caros pacientes, temos a honra de inaugurar a nossa seção de post convidado com o Dr. Reinaldo de Menezes Martins, membro titular da Academia Brasileira de Pediatria.
No post de hoje, Reinaldo discute sobre microcefalia, vírus zika e vacinas.
E então, tem relação, Dotô?

vacina

Microcefalia, vírus Zika e Vacinas

Sabe-se que as malformações congênitas, dentre elas a microcefalia, podem ter muitas causas, por exemplo, genéticas, alcoolismo, ou algumas infecções durante a gestação.  As evidências disponíveis até o momento indicam fortemente que o vírus Zika está relacionado ao aumento de ocorrência de microcefalia e síndrome de Guillain-Barré, doença grave do sistema nervoso, no Brasil.

O vírus Zika (nome de uma floresta onde foi descoberto o vírus em macacos) é do mesmo grupo dos vírus da febre amarela e dengue, e ainda é pouco conhecido, pois até há pouco tempo estava restrito à África. Em geral, causa uma infecção benigna.

A suspeita de que a microcefalia seja causada por vacinas não se justifica. Existe farta literatura científica documentando que as vacinas aplicadas normalmente na gravidez, isto é, a tríplice acelular tipo adulto contra coqueluche, difteria e tétano, e a de influenza, são seguras e eficazes, para proteger a gestante a o recém-nascido. Para maiores informações sugerimos o site do CDC – Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos: http://www.cdc.gov/flu/protect/vaccine/pregnant.htm.

No que se refere à rubéola, vários estudos foram feitos no Brasil, mostrando que a aplicação inadvertida dessa vacina em gestantes não acarretou consequências para o feto. A Organização Mundial de Saúde fez extensa revisão sobre o assunto, chegando à mesma conclusão.

Estudos estão sendo feitos e vão continuar, visando melhorar o diagnóstico de Zika e se possível obter uma vacina. Enquanto isso, colocar em prática o que todos sabem, mas muitos não fazem: eliminar os criadouros de mosquito, que além do Zika transmitem  o dengue e a febre amarela.

Reinaldo de Menezes Martins
Membro Titular da Academia Brasileira de Pediatria
Currículo lattes
Blog “Tire Suas Dúvidas Sobre Vacinas”

REFERÊNCIAS:

Castillo-Solorzano C, Reef SE, Morice A,  Vascones N, Ana Elena Chevez AE, Castalia-Soares R, Torres C, Vizzotti C,  Cuauhtemoc RM.  Rubella Vaccination of Unknowingly Pregnant Women During Mass Campaigns for Rubella and Congenital Rubella Syndrome Elimination, The Americas 2001–2008. JID, 204:S713–S717, 2011.

CDC – Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos:  http://www.cdc.gov/flu/protect/vaccine/pregnant.htm.

Da Silva e Sá GR, Camacho LAB, Stavola MS, Lemos XR, Oliveira CAB, Siqueira MM. Pregnancy Outcomes Following Rubella Vaccination: A Prospective Study in the State of Rio de Janeiro, Brazil, 2001–2002. JID,204: S722-S728, 2011

Global Advisory Committee on Vaccine Safety. Safety of Immunization during Pregnancy – A Review of the Evidence. WHO, 2014.

Ministério da Saúde. Protocolo de Vigilância e Resposta à Ocorrência de Microcefalia, v. 1.3., Secretaria de Vigilância em Saúde, Brasília, 2016

Sato HK, Sanajotta AT, Moraes JC, Andrade JQ, Duarte G, Cervi MC, Curti SP, Pannuti CS, Milanez H, Pessoto M, Flannery B, Oselka GW, São Paulo Study Group for Effects of Rubella Vaccination During Pregnancy. Rubella Vaccination of Unknowingly Pregnant Women: The São Paulo Experience.  JID, 204:S737–S744, 2001.

Soares RC, Siqueira MM, Toscano CM, Maia MLS, Flannery B, Sato HK, Will RM, Rodrigues RCM, Oliveira IC, Barbosa TC, Sá GRS, Rego MF, Curti SP, Lemos XR, Morhdieck R, Sturmer D, Oliveira MJC, Silva JB, Solorzano CC, Camacho LAB, Luna E. Follow-up Study of Unknowingly Pregnant Women Vaccinated Against Rubella in Brazil, 2001–2002. JID, 204:S729–S736, 2011.

 

Dotô, é carnaval!!!!

curta o carnaval

É meus caros pacientes, chegou o tempo de folia … correr atrás do trio e se divertir!!!! Mas e o Dotô com isso? Além da fantasia de Dotô ser bem comum nessa época, o número de infecções causadas por alguns vírus aumenta consideravelmente. Estamos falando das DSTs, ou doenças sexualmente transmissíveis, das arboviroses e das gastroenterites. Eu sei, que durante o carnaval, temos muitas coisas para pensar ao mesmo tempo: para onde vamos, quem vai, quais fantasias usar, qual nosso itinerário nos blocos, quantos dias, entre outras muitas grandes questões levantadas. Mas não custa nada incluir algumas precauções que vão te ajudar a ter um divertimento completo e sem riscos para sua saúde.

O ABC … R, T e V do Dotô para um carnaval saudável

            Segue abaixo algumas dicas para você curtir o carnaval sem se preocupar depois:

A – Alimentos: evite o consumo de alimentos de origem desconhecida, dê preferência para os alimentos e bebidas industrializados. Na dúvida opte sempre pelo consumo de alimentos cozidos ou assados.

B- Não beba água de bicas, torneiras e poços. É muito importante se hidratar, mas com segurança. Compre sempre garrafas de água industrializadas e evite beber água ou caipirinha de origem desconhecida ou de outros foliões que podem ter enchido seus cantis ou copos com água de bica, torneira ou sabe-se lá de onde mais.

C- CAMISINHA. É clichê, mas é verdade: sexo só de camisinha. A distribuição de camisinhas masculinas e femininas é feita pelos postos de saúde e pontos de distribuição durante o carnaval. Procure, não gasta nada e você se previne.

R- Repelente. Para todos os foliões e pra quem vai ficar em casa, não importa, na atual situação do Brasil frente a tripla epidemia (Dengue, Chikungunya e Zika) e após o prolongado período de chuvas na região sudeste, o repelente se faz necessário para todos.

É importante lembrar, que quando for passar o repelente com outros produtos como protetor solar e maquiagem, o repelente sempre deve ser o último a ser aplicado, para que ele tenha sua ação garantida. A aplicação deve ser realizada de acordo com o período estabelecido pelo fabricante.

T- Teste do HIV. Você que tem aquela pulga atrás da orelha ou você que quer ter certeza que está saudável para pular o carnaval, faça o teste de HIV antes ou depois do carnaval. O teste é de graça e está disponível nos postos de saúde do seu município … Partiu teste?!

V- Vacinação. Para você que vai viajar para outro estado, veja as recomendações de vacinação para aquela área. A vacina contra Febre Amarela é importante para aqueles que pretendem viajar para a região Amazônica, Centro-Oeste e algumas regiões do estado de Minas Gerais. Fiquem atentos também para a vacina contra a raiva, procure se informar onde encontrar atendimento em caso de acidente com animais errantes ou silvestres que podem transmitir o vírus da Raíva.

Outras recomendações relacionadas podem ser encontradas no blog do ministério da saúde:

http://www.blog.saude.gov.br/

Seja um folião consciente e se mantenha saudável durante o carnaval!!!!!

Divirtam – se!!!!!

É permitida a reprodução total ou parcial desta publicação, desde que citada a fonte (Dotô, é virose?)

vaigem saudável

alerta aedes

O Calendário de vacinação mudou!

vacina_familia

Caras mamães, papais e toda a família: o ano de 2016 promete! E como o Brasil não é feito só de Carnaval e Olimpíadas, vamos ao foco principal dessa postagem, as novas mudanças no calendário de vacinação, que já estão acontecendo! Como a mudança não correu apenas para vacinas antivirais, o Dotô incluiu também as vacinas que previnem infecções bacterianas. Informação nunca é demais e a prevenção é a melhor medida de proteção sempre.

Vamos lá, anotem aí:

1. Vacina contra hepatite A. Para garantir a proteção das nossas crianças de até dois anos contra o vírus da hepatite A. Como era antes: aplicada a partir de 12 meses de idade. Como será agora: aplicada a partir de 15 meses de idade.

2. Vacina contra hepatite B. Essa vacina irá proteger vocês, queridos pacientes, da infecção contra o vírus da hepatite B. Como era antes: A vacinação ocorria até os 50 anos. Como será agora: Agora o público-alvo é TODA A POPULAÇÃO. Ou seja, os idosos, que eram os únicos que estavam de fora, agora podem se vacinar.

3. Vacina contra poliomielite. Mesmo não tendo mais casos no Brasil a um bom tempo, enquanto a doença não for erradicada, ou seja, enquanto o vírus da pólio ainda estiver por aí, precisamos vacinar nossas crianças. O público-alvo continua sendo as crianças de até 5 anos de idade, porém o esquema vacinal mudou. Como era antes: a terceira dose era por via oral (a famosa gotinha) usando o vírus atenuado. Como será agora: a terceira dose será injetável, usando vírus inativado (popularmente chamado de vírus “morto”).

Assim, o esquema da vacina contra poliomielite será:

  • 1ª dose aos 2 meses de idade (injetável)
  • 2ª dose aos 4 meses de idade (injetável)
  • 3ª dose aos 6 meses de idade (injetável)
  • 1º reforço aos 15 meses de idade (oral)
  • 2º reforço aos 4 anos de idade (oral)

4. Vacina contra HPV. Para proteger as meninas de 9 a 13 anos contra os principais tipos de papilomavírus humano, fortemente associado ao câncer de colo de útero. Como era antes: era aplicada em três doses. A segunda dose era após 6 meses da primeira, e a terceira, após cinco anos. Como será agora: a vacina será aplicada em duas doses, com intervalo de 6 meses cada.

5. Vacina anti-pneumocócica 10-valente. O público-alvo são as crianças até 5 anos. Essa vacina protege as crianças da infecção causada por uma bactéria, popularmente chamada de Pneumococos. Essa bactéria pode causar pneumonia, otite, meningite, entre outras doenças. Como era antes: era aplicada em três doses + um reforço. Como será agora: Só será aplicada em duas doses + reforço.

Assim, o esquema da vacinação anti-pneumocócica será:

  • 1ª dose aos 2 meses de idade
  • 2ª dose aos 4 meses de idade
  • Reforço aos 12 meses de idade.

6. Vacina anti-meningocócica C. Essa vacina protege contra a bactéria meningococo C, que causa meningite. O público-alvo são as crianças até 4 anos. Como era antes: o reforço acontecia aos 15 meses. Como será agora: o reforço foi antecipado para os 12 meses.

Assim, o esquema para vacina anti-meningocócica será:

  • 1ª dose aos 3 meses
  • 2ª dose aos 5 meses
  • 1º reforço: aos 12 meses

Em casos de não vacinados: dose única entre 12 meses e 4 anos.

Atualizaram aí os cartões da família, né?

Vacina é proteção PARA TODOS, não só para nossa família. Partiu exercer nossa cidadania? Vacine-se!

Segue um site bem legal da Sociedade Brasileira de Imunização, que fala sobre vacinação: http://familia.sbim.org.br/ Lá tem também alguns mitos que costumam circular por aí, informações sobre as doenças e uns vídeos bem bacanas incentivando a prevenção.

Aqui vai um vídeo contando a história de pessoas que tiveram poliomielite e incentivando às mães e pais à vacinarem seus filhos:

 

REFERÊNCIAS:

Nota normativa do Ministério da Saúde sobre as mudanças no calendário de vacinação. Disponível em: http://www.aids.gov.br/sites/default/files/anexos/legislacao/2015/58563/nota_informativa_149_pdf_23535.pdf. Acessado em 06/01/2016

Portal Saúde. Ministério da Saúde realiza mudanças no calendário de vacinação. Disponível em: http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/21518-ministerio-da-saude-realiza-mudancas-no-calendario-de-vacinacao. Acessado em 06/01/2016

Folha de São Paulo. Calendário de vacinação no SUS terá mudanças esse ano; veja alterações. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/01/1726049-calendario-de-vacinacao-no-sus-tera-mudancas-neste-ano-veja-alteracoes.shtml. Acessado em: 06/01/2016

É permitida a reprodução total ou parcial desta publicação, desde que citada a fonte (Dotô, é virose?)